feriado social

Estudar na Espanha – Viagem pra Madri

Saí de Belém de madrugada e cheguei em SP bem cedo no sábado. Aproveitei a tarde pra umas comprinhas básicas antes da viagem. Segui pro aeroporto com o sol se pondo em SP, o que deixou o céu laranja e fez SP parecer mais encantadora do que é.

O vôo saiu na hora e descobri que passaria as próximas nove horas de vôo ao lado de um Senhor de 74 anos, um espanhol que mora no Uruguai. Ele estava indo para Espanha visitar a família. Conversamos em espanhol e ele falava comigo lento e explicado. Entendi praticamente tudo. 

 Quando perguntei a idade dele ele aproveitou pra contar que se vive muito quando se ama tudo ao redor: família, amigos, animais de estimação, a casa, as roupas, a comida, a natureza. Enfim, quando se ama. Quando não se sente mais amor pelo que nos rodeia é que deixamos de querer viver. Me desejou felicidade na vida e na carreira. Disse que encontraria na Espanha pessoas muito boas e outras nem tanto. Me aconselhou a ter a cabeça no lugar e saber reconhecer os dois tipos.  E deixou marcada a frase de que todo ser humano é um turbilhão de mistérios. Ao aterrisarmos ele me mostrou que mesmo depois de muitos anos viajando, ainda chora quando volta ao seu páis.

Justo Martinez, meu companheiro de viagem

Justo Martinez, meu companheiro de viagem

Passar pela imigração e conseguir o visto foi mais rápido do que imaginei. Me preparei para esperar por horas mas a fila não durou mais do que 20 minutos. A Espanha não te exige visto prévio, como os EUA, por exemplo. O seu visto é dado na hora em que você entra na Espanha. Então, até passar pela imigração ainda corria o risco de ser mandada de volta. O oficial que me atendeu estava de mau humor e tinha implicado com uma turista na minha frente. Depois de algumas perguntas, me mandou passar.

As bagagens chegaram sem problemas. Na hora de sair, outro oficial me escolheu para checar as bagagens. Eles não estavam checando as de todo mundo, escolhiam aleatoriamente. Será que eu estava com uma cara suspeita? Pro meu consolo também chamaram duas meninas que nao tinham lá muita cara de traficantes… Enfim, lá fui abrir a mala menor. Ele tirou a hipópotama de pelúcia que estava lá dentro, afastou um pouco as roupas, viu meus sapatos e me mandou seguir minha vida. Ufa!

Já tinha uma pessoa da escola me esperando para levar ao apartamento. Tentei ligar pra casa de um telefone público mas confesso que me enrolei e acabei desistindo. Telefones públicos são mais simples no Brasil. Você tira do gancho e liga. Aqui é mais tecnológico, tem que escolher o que você  fazer, em qual idioma, para qual país quer ligar, se coloca moedas de Euro ou cartão.

O meu motora. Tô chique, bem.

O meu motora.

O dia em Madrid estava lindo. Sol e mais sol. Nada diferente dos 30 graus de Belém. Aqui estava nessa temperatura quando cheguei. Madri me pareceu uma cidade muito clara e aberta. As ruas principais são largas e em todo lugar tem árvores.  Os prédios não são altíssimos, no centro acho que não passam de 8 andares, quando muito.

Chegamos no apartamento e não tinha nenhuma das minhas companheiras de apto. É um big apartamento com 7 quartos. Cada quarto tem duas camas. Em alguns quartos tem duas meninas, em outros, como no meu caso, só uma. Isso muda toda semana, pois sempre tem alguém chegando ou partindo. É possível que pelas próximas semanas eu ganhe uma roomate.

Pertinho do prédio onde vou morar tem um locutório, que são os postos telefônicos e de internet que cobram um preço acessível, cerca de 10 centavos de euro o minuto da ligação pro Brasil e 1 euro a hora da internet. Fui lá, liguei pra casa, dei noticias e voltei pra um banho e pra arrumar o quarto. Descobri que estava sem toalha e precisei comprar uma. Meu primeiro gasto europeu.

Quando voltei pra casa conheci as meninas do apto. Conversamos um pouco e decidimos sair pra comer e elas iriam me levar pra conhecer um pouco dos arredores.

Mas isso é assunto pro próximo post porque esse já ficou imenso!

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Dany Colares

Jornalista, produtora de vídeo e mestra em TV e Cinema pela Universidad San Pablo CEU, de Madri. Já morou em San Diego, Madri e agora vive em Londres, de onde escreve sobre lugares, pessoas, baladas e tudo mais que descobre em suas viagens pelo mundo.

COMENTÁRIOS

  1. Daniel disse:

    Ufah!!!

    Que sufoco nos aeroportos heim!? Que ótimo saber que você chegou bem. Vi seu recado no MSN, mas estava no horário de almoço e não pude reponder.
    Só você pra esquecer de levar toalha rsrsrsrsrssr…

    Bjs, bom passeio!

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