feriado social

Paris – Catedral de Notre Dame

Cheguei no aeroporto mais lindo do mundo, o Barajas em Madrid, em cima da hora do vôo.  Eu, leza, desci do metrô no Terminal T2. Resolvi parar pra pedir informação e a moça falou que eu deveria embarcar no T4. Ela me mandou correr e pegar o ônibus que leva a gente de graça pra lá. Sentei no ônibus e contava os segundos pra ele sair logo dali enquanto rezava pra Nossa Senhora de Nazaré não me fazer perder o vôo. Afinal, já tenho um histórico de vôos internacionais perdidos.

Consegui chegar, corri pro balcão da Ibéria e a moça me falou que o check-in do vôo pra Paris era automático. Fui na máquina e ela me pediu o código da reserva. Eu não tinha. Voltei lá e ela falou que não podia fazer nada por mim. Eu tinha que ter o código. Por um segundo desejei que ela almoçasse comida indiana e que ela passasse muito mal o resto do dia.

A moça do guichê do lado estava saindo e eu a parei no meio do caminho pra explicar meu causo. Ela voltou, sentou no computador, procurou meu nome, viu meu código e fez ela mesma o meu check-in. Já me deu o bilhete de embarque e me desejou boa viagem. Coisa que a sebosa do lado nem cogitou fazer. Eu super agradeci a gentileza e corri. Deu tempo. Ufa!

Cheguei em Paris às 11h da manhã de segunda-feira, 12 de outubro. Friozinho, tempo um pouquinho cinza, eu e minha mochila pela 1° vez na França. Tinha conversado com um amigo sobre como chegar à Torre Eiffel de metrô, mas daí a sair do aeroporto e chegar no metrô eu ia ter que me virar.

Desci no aeroporto de Orly e dei uma rodada básica. Subi e cheguei no lugar onde se vende os bilhetes para o RER. Fui nas máquinas, mas estava em dúvida sobre qual bilhete comprar. Respirei fundo e usei todo os meus três níveis de francês pra explicar pra mocinha que eu queria descer e subir do metrô várias vezes até de noite. Ela me entendeu (viva!) e me falou pra comprar o bilhete de 1 dia que custou 18 euros, e eu a entendi (viva!²).

Peguei ali mesmo um mapa do metrô, que é bem mais complicado que o de Madrid, dei uma olhada e decidi que iria conhecer a catedral de Notre Dame, a Torre Eiffel e o Louvre. Eram pontos relativamente pertos um do outro e eu não podia me dar ao luxo de perder o vôo pro Brasil que partiria às 22h.

Do aeroporto de Orly peguei o Orlyval até a estação Antony. Lá troquei pela linha azul até a estação St Michel-Notre Dame e desci lá mesmo pra ver a Catedral de Notre Dame.

Encantadora! Frio, vento, MUITOS turistas e uma sensação de felicidade imensa por estar ali. Sou apaixonada pela ópera O Corcunda de Notre Dame – que vi em francês, claro – e só conseguia lembrar das cenas, dos atores e das canções, que inclusive tenho no meu celular.

DSC01748

Dei a volta no quarteirão da igreja, vi o parque, vi estudantes brincando, casais passeando com os carrinhos de bebê, vi o Sena e ouvi muitos, muitos idiomas por ali. Vi poucos cachorros. Em Madrid a densidade populacional canina é imensamente maior.

Entrei na Catedral de Notre Dame, dei uma volta, fiz meu pedido, sentei um pouco e tirei fotos – engraçado que há uma placa proibindo fotografias, mas é o mesmo que não ter. TODOS tiram fotos. Tinha até um rapaz deitado no chão fazendo fotos. Saí e pensei em comer algo ali por perto, mas decidi que faria isso depois.

Turistada

Turistada

Jardim ao redor da Catedral

Jardim ao redor da Catedral

Poesia na Catedral de Notre Dame

Poesia na Catedral de Notre Dame

O altar

O altar

Voltei pro RER e entendi como ele funciona. Na mesma estação passam diversos trens, para direções diferentes. Não é sempre o mesmo trem que vai sempre pro mesmo lugar, como em Madrid. Então você tem que saber pra onde você vai e ver o nome do trem que vai te levar pra lá. Na frente de cada trem vem o nome dele. Aí você vê se é esse mesmo que você tem que pegar e sobe.

UPDATE: A Denise, uma amiga da faculdade que conhece mais do que eu o velho mundo, explicou ai nos comentários que o RER é diferente de metrô.

Agora parênteses pras estações do RER parisiense, que é eficiente, mas bem feinho. Velho, sujinho e meio decadente. Mas devo dizer que foi ali que pude perceber como os parisienses – mulheres e homens – são bonitos. Todos os homens que eu via pareciam o Olivier Anquier, o padeiro mais famoso do Brasil, ex-marido da Débora Bloch. Ponto pra eles!

De lá eu segui pra Torre Eiffel.

1974 Visualizações

Shortlink para este artigo:

Dany Colares

Jornalista, produtora de vídeo e mestra em TV e Cinema pela Universidad San Pablo CEU, de Madri. Já morou em San Diego, Madri e agora vive em Londres, de onde escreve sobre lugares, pessoas, baladas e tudo mais que descobre em suas viagens pelo mundo.

COMENTÁRIOS

  1. ahahahahah amiga, eu ODEIO o Barajas. Lá a informação SEMPRE é errada. Você tem que ficar checando a TV de informações o tempo inteiro pq, 10min antes do seu vôo vc pode ter que sair correndo pra outro terminal. Nas 4 vezes que fui pra lá NUNCA o portão de embarque que tinha no papel era o certo!
    E pra quando tu for de novo pra Paris: esse esquema do metrô que sai vários diferentes na mesma linha é só no RER, que é o trenzinho que roda dentro e fora da cidade (em Madrid rola esse trem tb). Nas estações que são só de metrô as plataformas são certinhas, não tem erro!
    tô adorando acompanhar tuas peripécias! me dá uma saudaaaade!
    beeeeeeeijo! yo te amo!

  2. Alline Lemos disse:

    Vôo pro Brasil? Como assim? Tá de volta já? 😐

  3. Dani Rachid disse:

    Mon Dieu, tuas fotos estão ulalá (kkkkkk)! Seguinte, tua viagem a Paris só terá valido a pena se tiveres comprado o ORIGINAL da ópera. Aliás, um não DOIS… o outro já sabes pra quem seria!….Brincadeira… Vc está linda nas fotos. Bjs.

Gostou do post? Me diz o que pensa!





CommentLuv badge

* Campos de preenchimento obrigatório