feriado social

Viagem pela Espanha – Bilbao

Saímos de San Sebastian ao meio dia debaixo de chuva, todo mundo meio molhado: a gente, a BMW, as barracas, as toalhas que dormiram em cima das barracas pra secarem… Pegamos a estrada mais uma vez com a ajuda da Renata, nosso GPS que estava sempre falando sem parar: “vire a direita”, “vire à esquerda” siga reto por tantos kms”.

Depois de uma hora de viagem chegamos a Bilbao e fomos direto pro Museu Guggenheim. Paramos a BMW em um estacionamento subterrâneo do ladinho do museu que nos custou 14 euros por 6 horas. Só pra completar, estacionamos ao lado de um Jaguar.

A escolha para o almoço antes do museu foi um belo Menú do Dia em um japonês bem estiloso onde eu aproveitei pra fazer o meu discurso de Círio. Naquele domingo acontecia em Belém o Círio de Nazaré, uma procissão muito importante no Estado. Coincidentemente – ou não – o menu do dia do japonês incluía pato, o prato típico do Círio em Belém.

E foi comendo pato no almoço do Círio em Bilbao, no País Basco, que eu expliquei pros meus amigos que no Círio a gente tem obrigação de almoçar com quem a gente gosta, e que mesmo que eu não estivesse em Belém, eu estava fazendo exatamente isso.

Almoço do Círio

Almoço do Círio

Depois do almoço fomos ao museu. 

Impossível não se impressionar com as formas do Museu. Meio clichê dizer isso, mas só ele já é, por si só, a obra de arte mór. Quase um galanteio. O Guggheim nos custou 8 euros com direito a áudio guia. É como um celular no qual você digita os códigos de cada obra e fica ouvindo a explicação. Até porque vamos combinar que certas obras só mesmo com explicação. Ficamos por lá cerca de 3 horas. O segundo andar estava fechado para reformas então não conhecemos todo o Museu. Mas deu pra ver os dois artistas brasileiros expondo lá, inclusive.

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Depois do Vic Muniz, Picasso, Zidane, Richard Serra, cansadíssimos, fomos a um café que fica ao lado. Eu, que ia voltar dirigindo a BMW pra Madrid, comecei desde já com meus capuccinos. E foi ótimo. Bilbao, Museu Guggenheim, friozinho, muita gente em volta, capuccino e uma banda de jazz. Não dava pra querer muito mais.

banda jazz

Rodamos mais um pouco pela cidade nos deixando guiar pela Renata, mas acho que ela também estava cansada de tanto viajar. Escolhemos  aleatoriamente, dentre as opções sugeridas por ela a Igreja de San Vicente. Eis que depois de nos perder, nos fazer passar por um pedágio de 55 centavos de euro, e rodar e rodar pelo centro antigo de Bilbao, ela nos leva pra uma igreja do tipo quermesse de interior, daquelas que a pessoa não faz questão nenhuma de visitar. Mas foi ali que eu fiz a melhor baliza da minha vida e onde encontramos um bar chamado Atari.

Sentamos num outro bar mais ‘jovial’ para nos despedirmos da viagem. Eu fui ao balcão pedir quatro cervejas e um capuccino e o cara tirou graça com a minha cara por causa do capuccino. Eu posso?! Eu que seria com todo orgulho a motorista da rodada, ainda tive que ouvir piadinha do basco filho da mãe. Mas deixa estar que eu coloquei logo a chave da BMW em cima do balcão que é pra ele aprender a não mexer comigo.

Depois do bar pegamos a estrada de volta a Madrid. Cinco horas, um pedágio de 17 euros, muita música e muita conversa depois, chegamos na minha casa nova. Baixamos as fotos, rimos muito das bobagens e jantamos uma bela massa ao molho vermelho. Dali a algumas horas eu tomaria um vôo para a França.

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Dany Colares

Jornalista, produtora de vídeo e mestra em TV e Cinema pela Universidad San Pablo CEU, de Madri. Já morou em San Diego, Madri e agora vive em Londres, de onde escreve sobre lugares, pessoas, baladas e tudo mais que descobre em suas viagens pelo mundo.

COMENTÁRIOS

  1. Carla disse:

    nem sequer citou quem fez a maravilhosa massa ao molho vermelho em plena madrugada!! hunf.
    haha

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