feriado social

Porto II – A Missão (2º parte)

No dia seguinte, acordamos tarde com o frio que fazia em Porto, e fomos andar e andar mais e mais. Comprinhas portuguesas eram essenciais e só não compramos mais porque a Ryanair não permite. Fomos esperar o pôr do sol na Ribeira, no Café do Rio, um café bar que de noite vira um lounge bem estiloso. O frio português nos obrigou a pedir de sobremesa um chocolate bem quentinho e ficamos por ali até dar coragem de andar mais. Cruzamos a ponto Dom Luis, passamos pelas cavas, os lugares de degustação do Vinho do Porto, e fomos seguir a tradição de Vinho do Porto e tremoços no Bar do Cais. Com direito a um gatinho cria da casa passeando por entre as cadeiras e mesas do lugar.

A suíça no Café do Rio

Antes de cruzar a ponte

Tremoços com Vinho do Porto

Voltamos pro hostel, nos arrumamos com as comprinhas portuguesas do dia e eis que nos deparamos com uma chuva torrencial, daquelas que eu só via em Belém. E as ruas do Porto estavam alagadas. Cena que eu já conheço bem. Em Porto chove em média 10 dias por ano. E calhamos de pegar um dos dias mais fortes. Pra nossa sorte havíamos sido convidadas para um aniversário e não tivemos que nos preocupar em sair por aí no meio da chuva.

No dia seguinte o sol estava mais amigo e os passeios do dia incluíam o belíssimo Palácio de Cristal. Eu já conhecia, mas precisava apresentar pra Aude. E mesmo fora do verão ou da primavera, onde os jardins e os parques estariam mais floridos, ela adorou. O lugar é mesmo lindo. De lá, fugindo da chuva, contamos com a mega ajuda da Dona Adelaide, uma senhora portuguesa que ia visitar o túmulo do marido e no meio do caminho conversou com a gente e nos levou até a Casa da Música, outro lugar imperdível de Porto. Se você é arquiteto ou decorador então…

Palácio de Cristal

Palácio de Cristal

Casa da Música

Em um dos vários espaços lá dentro

Queríamos ir a Fundação Serralves, mas a distância atrapalhava um pouco. E a chuva atrapalhava muito. Então no caminho de volta pro hostel, paramos numa birosquinha portuguesa. Fiquei em dúvida entre provar ali outro prato recomendado por portugueses, as Tripas Portuguesas, então pedi um peixe. E o peixe estava TÃO bom que me arrependi de não ter pedido as Tripas. Fica pra próxima.

Decidi que ia ensinar a Aude uma tradição feminina brasileira: quando se junta um final de tarde de domingo chuvoso e frio, duas amigas, um sofá quentinho e várias opções de filme na tv, deve-se por obrigação fazer-se brigadeiro de panela. E foi o que fizemos. E ficamos as duas ali no sofá do hostel, vendo filme, comendo brigadeiro de panela enquanto a chuva caía forte lá fora.

Brigadeiro de Panela

Enquanto cozinhávamos, um alemão veio conversar com a gente e combinamos de ir ver o jogo do Real Madrid x Bercelona em algum lugar. Achamos uma pizzaria ali perto – o único lugar aberto – e depois fomos a um pub irlandês mais distante pra terminar o final de semana e a viagem. Encontramos nossos amigos portugueses e ficamos por ali nos despedindo de Porto. Iríamos embora no começo da tarde do dia seguinte.

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Dany Colares

Jornalista, produtora de vídeo e mestra em TV e Cinema pela Universidad San Pablo CEU, de Madri. Já morou em San Diego, Madri e agora vive em Londres, de onde escreve sobre lugares, pessoas, baladas e tudo mais que descobre em suas viagens pelo mundo.

COMENTÁRIOS

  1. Miguel disse:

    Sumiu teu post anterior? E por que a foto do pombo entre as folhas (não o gato entre os pombos) não está no teu Orkut? Tá muito massa!

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