feriado social

muro de berlim

Esse foi o mais claro exemplo, na minha curta história de viajante, de que viajar é aprender. 

Nao teve professor, livro, documentário ou reportagem que me ensinasse mais sobre a história da Alemanha, do Muro, da Guerra, da Politica, do que essa viagem a Berlim. Exatamento 40 anos depois de erguido o Muro de Berlim.

Nao me atrevo a explicar nada – história ou interpretaçoes há aos montes pela internet, bem melhores do que qualquer coisa que eu escrevesse.

Mas ao que me atrevo, sim, é a dizer que passaporte nenhum está completo sem uma viagem a Berlim. E que conhecimento nenhum sobre a história mundial está completa sem visitar e aprender mais da história do Berliner Mauer (Muro de Berlim, em alemao).

Qualquer que seja a reaçao ao primeiro contato com o Muro – e em geral essa primeira reaçao é “Isso que é o famoso Muro de Berlim?” – é depois de segundos substituída por de imaginaçao, indignaçao e vergonha ao ler e saber mais sobre tudo o que representou esse famoso Muro de Berlim.

Essa nao foi a primeira vez que vi o Muro pessoalmente. mas foi a 1ª vez em que li e vi mais do que sabia até hoje. Visitar o prédio do Museu Topografia do Terror (que antes eram quartéis-generais da SS e da Gestapo, onde mais de 15 mil adversários do regime nazista foram aprisionados e torturados) é tocante, triste e ao mesmo tempo enriquecedor e marcante. Fazia sol e um friozinho agradável. As pessoas andavam em silêncio e o único ruído que se ouvia era o do vento e dos passos. Me lembro de ouvir duas criancinhas rindo em certo momento.

Meu companheiro de viagem, meu amado irmão, é apaixonado pela História das Guerras Mundiais e nasceu exatamente 11 anos depois da construçao do Muro de Berlim.

E qualquer passeio com ele – ou a aula – se completa com uma visita obrigatória ao Check Point Charlie. Nao, nao era o Check Point de um cara chamado Charlie. Charlie era a denominaçao que vem do alfabeto fonético da OTAN. Lembra dos filmes de guerra? Entao, esse era o terceiro ponto de revista, ou seja, Check Point C (Charlie). E era uma das fronteiras para passar de um lado a outro do Muro de Berlim.

Tinha também o Check Point Alpha (em Helmstedte) e o Check Point Bravo (em Dreilinden).

E aqui eu indico, imploro, insisto, recomendo uma visita (obrigatória – segundo yo misma) ao Museu Check Point Charlie. Fica ali mesmo, na Friedrichstraße 43-45. É simples, humilde, dá vontade de nao entrar e quando você paga o ingresso e entra começa a se arrepender. Enorme engano. O museu é um labirinto repleto de boa informaçao sobre o muro, sobre a história das fronteiras com fotos, réplicas e peças originais da época. Ele vai ficando interessante mesmo quando começa a mostrar as mil e uma tentativas de cruzar o Muro de Berlim. 

Uma pena que o Museu nao seja bem estruturado e moderno, porque ele tem muito mais conteúdo e aportaçoes do que muito museu mundo afora. Mas mesmo com seus defeitos, o Museu vale o ingresso. E eu digo de verdade, nao deixem e de ir. Se nao gostarem, podem vir aqui e falar mal.  

Além da visao do muro original, vale a pena, claro, conhecer a parte “moderna” do muro. Ou seja, aquela usada por artistas para se expressarem com pinturas, desenhos, frases. A mais legal pra mim é a que fica no East Side Gallery, ao longo da Mühlenstraße.

Ali tem um Hostel que eh um barco (vc dorme em cabines) – o Eastern Comfort -, tem a mais famosa das boates de Berlim – a Watergate – e dois bares na beira do rio muito legais, um do ladinho do outro. 

Nao fique no hostel, as cabines sao mínimas, tudo “tem,  mas acabou” e se você se enjoa em barco, nem pensar!

Acho que esse foi um dos posts mais simples e que mais prazer me deram em escrever nesses dois anos de blog.

Foi o que eu fui mais insistente e direta nas indicaçoes.

Assim, um post com o jeito de Berlim: direto, taxativo cuja visita te ensina e te dá uma satisfaçao enorme.

Berlim é puro prazer e conhecimento.

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Dany Colares

Jornalista, produtora de vídeo e mestra em TV e Cinema pela Universidad San Pablo CEU, de Madri. Já morou em San Diego, Madri e agora vive em Londres, de onde escreve sobre lugares, pessoas, baladas e tudo mais que descobre em suas viagens pelo mundo.

COMENTÁRIOS

  1. Ystatille disse:

    Ah, sua traíra. Humpf

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