feriado social

Discurso do Obama


A Ludú não entende porque o discurso do Obama toca fundo no meu coração. Pra ela nem  o fato de eu já ter morando nos EUA serve como desculpa pra eu achar lindo algumas das frases ditas por ele – convenhamos, típicas de discurso da vitória.

Não sei, Ludú. Talvez por tudo que represente a reeleição do Obama pros EUA e, consequentemente, pro mundo todo. Mas o que importa é que acompanhando o discurso de vitória do Obama  eu me liguei numa parte lá pelo final na qual ele fala umas coisas que me fizeram lembrar muito de como a gente é aplacado pelo desejo de viajar cada vez mais e mais.

Dá uma olhada você também:

Em inglês:

I’m not talking about blind optimism, the kind of hope that just ignores the enormity of the tasks ahead or the road blocks that stand in our path. I’m not talking about the wishful idealism that allows us to just sit on the sidelines or shirk from a fight. I have always believed that hope is that stubborn thing inside us that insists, despite all the evidence to the contrary, that something better awaits us so long as we have the courage to keep reaching, to keep working, to keep fighting. 

E em português (traduzido por mim mesma):

Não estou falando do otimismo cego, o tipo de esperança que simplesmente ignora a grandeza da tarefa que temos pela frente ou a estrada de blocos que ficam em nosso caminho. Não estou falando o idealismo desejoso que nos permite simplesmente ficar sentados nas margens ou esquivar-nos de uma briga. Sempre acreditei que esperança é aquela coisa teimosa dentro da gente que insiste, apesar de todas as evidências do contrário, que alguma coisa melhor espera pela gente desde que a gente tenha a coragem de seguir tentando alcançar, seguir trabalhando, seguir lutando.

É mais ou menos assim que sinto essa vontade constante de viajar, conhecer novos lugares, novas pessoas, viver novas experiências: como essa coisa teimosa dentro da gente que insiste em continuar, apesar de todas as evidências do contrário, de que sempre vai ter algo melhor esperando por nós mais ali na frente. Mas pra isso  acontecer, o segredo é sempre seguir fazendo sempre a nossa parte.

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Dany Colares

Jornalista, produtora de vídeo e mestra em TV e Cinema pela Universidad San Pablo CEU, de Madri. Já morou em San Diego, Madri, Londres e agora voltou pro Brasil, de onde escreve sobre lugares, pessoas, baladas e tudo mais que descobre em suas viagens pelo mundo.

COMENTÁRIOS

  1. marianatomaz disse:

    Nos eua? COnta! Quando e como?

  2. Digo gGermano disse:

    Eu também morei em San Diego. A cidade é incrível e até o fato de que lá tem uma porção de brasieliros pra mim nao foi tao ruim. Me diverti muito lá. Em que ano você morou na Califórnia?

    • Dany disse:

      San Diego é mesmo incrível, Digo. Acho que há outros poucos lugaares no mundo onde eu moraria se algum dia saísse daqui, e um desses poucos lugares é exatamente San Diego. O clima, as festas, as pessoas, as praias, as cidades que estao por perto. Espero nao demorar muito pra voltar.

  3. Candido Masar disse:

    Eu vi o vídeo do discurso. E agora que li o post reconheço que só quem tem uma cabeça muito viajante faria esse link.
    Mas tem lá seu fundo de verdade.

    • Dany disse:

      Ahahah Candido, é que eu tô sempre pensando em viajar. Ainda que esteja aqui mergulhada em planejamentos de markting… Ainda assim já estou pensando no próximo cartao de embarque a ser impresso.
      =)
      Dany

  4. Leonardo disse:

    Vallecas é um bom bairro para se viver em Madrid?
    Abraço.

    • Dany disse:

      Leonardo, Vallecas é longe. Fica ao sul de Madrid e de metrô, desde lá até o centro, são cerca de 45 minutos. Eu particularmente não recomendaria viver lá a não ser que você trabalhe ou estude por ali. Sinceramente.
      Dany

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